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27 de junho de 2017

Presidente da CNBB concelebra missa de 25 anos de ordenação episcopal do papa Francisco

O papa Francisco presidiu hoje na capela Paulina, no Vaticano, missa em ação de graças pelos seus 25 anos de ordenação episcopal. Entre os concelebrantes estava o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha.

Durante a homilia, o pontífice refletiu sobre três imperativos inseridos no diálogo entre Deus e Abraão: levantar-se, olhar e esperar. Expressões que marcam não só o caminho que Abraão deve percorrer, mas também a sua atitude interior.

“O Senhor hoje nos diz o mesmo: levante-se, olhe e espere. Essa palavra de Deus vale também para nós, que temos quase a mesma a idade de Abraão”, disse o papa, que pediu aos Cardeais que não fechem a sua vida e a sua história.

“Quem não nos quer bem, diz: ‘somos a gerontocracia da Igreja’. É uma zombaria, não sabe o que diz. Não somos gerontes, somos avôs. E se não sentimos isso, devemos pedir a graça de senti-lo. Avôs para quais os netos olham e esperam de nós a experiência sobre o sentido da vida. Avôs não fechados. Para nós, ‘levante-se, olhe e espere’ se chama sonhar. Somos avôs chamados a sonhar e dar o nosso sonho à juventude de hoje, que necessita disso, porque tirarão dos nossos sonhos a força para profetizar e levar avante a sua missão”, disse.

O Papa acrescentou ainda que o Senhor pede aos avôs da Igreja que tenham a vitalidade para dar aos jovens, sem se fechar, para oferecer à juventude o melhor, para levar avante a profecia e o trabalho.

“Peço ao Senhor que dê a todos nós esta graça, também para quem ainda não é avô, como o presidente do Brasil (referindo-se ao presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha), que é um jovenzinho, mas você chegará lá. A graça de ser avô, a graça de sonhar e dar esse sonho aos nossos jovens, eles precisam disso”, e finalizou a homilia pedindo o perdão pelos seus pecados e a perseverança na fé, na esperança e na caridade.


Também estavam presentes na missa os cardeais brasileiros João Braz de Aviz, Cláudio Hummes e Raymundo Damasceno Assis.

O ainda padre Jorge Mario Bergoglio foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires por São João Paulo II dia 20 de maio de 1992. Dois meses depois, dia 27 de junho, na Catedral de Buenos Aires recebeu a ordenação episcopal das mãos do cardeal Antonio Quarracino, então Arcebispo da capital argentina.

Fonte: CNBB

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