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8 de abril de 2017

Crônica: Vida e morte no Islã


Amigas e amigos da Radio Vaticano, paz e bem. Em todas as culturas e religiões está presente a questão da morte. A incerteza sobre o que vem depois da morte é preocupante e assustadora até mesmo naqueles que acreditamos na vida melhor. Todas as religiões tentam abrir caminhos para entender os mistérios do após morte.

Como não podia deixar de ser, o Islã também fornece detalhes bastante explícitos, do que acontece depois da morte, que podem estar na agenda do diálogo inter-religioso.

O Islã vê a morte como uma passagem natural para o próximo estágio de existência. A doutrina islâmica mantém que a existência humana continua, após a morte do corpo humano, na forma de ressurreição física e espiritual.

Na doutrina islâmica, existe uma relação direta entre a vida presente e vida pós- mortem. A conduta das pessoas sobre esta terra será o critério para a recompensa ou a condenação.

Virá o dia em que Deus ressuscitará e reunirá todas as criaturas e lhes fará um julgamento justo. Será o grande momento quando entrarão em sua morada final, inferno ou paraíso. A fé na vida após a morte nos coloca diante da necessidade de fazer o certo e ficar longe do pecado.

Não importa se as pessoas virtuosas sofrem e se os ímpios se divertem; todos serão julgados e justiça será feita.

A fé na vida após a morte é uma das crenças fundamentais do islamismo. Rejeitando-a, todas as demais crenças perderão o sentido, pois o destino do ser humano é a vida após a morte.

Acreditam os islâmicos que o morto tem um tipo de existência continuada e consciente no túmulo. Pare eles, a cova é uma fase intermediária entre a morte e a ressurreição. O túmulo é como se fosse um novo mundo, um lugar de “teste”. A sepultura é um jardim do paraíso ou um pedaço do inferno.

Enquanto os mortos esperam a ressurreição, serão visitados por dois tipos de anjos: anjos de misericórdia visitam as almas dos crentes e os anjos de punição, as almas dos descrentes.

Cristo lembra-nos como viver focando-nos na felicidade eterna: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões assaltam e roubam. Ajuntem riquezas no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não assaltam nem roubam. De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Mt 6,19-21).

*Missionário Pe. Olmes Milani CS, das Arábias para a Rádio Vaticano

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