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9 de março de 2017

“Mulher, a força que nunca seca”

A mensagem da Pastoral Afro-Brasileira recorda “todas as mulheres que vivem com esta força que brota do mais íntimo, dos sonhos e desejos de viver". A motivação inicial do texto, assinado pelo coordenador nacional, Jurandyr Azevedo Araújo, é de um subsídio da Pastoral Operária e da Pastoral da Mulher Marginalizada.

No Dia Internacional da Mulher, a Pastoral lembra daquelas que equilibram “a lata da vida na cabeça, balançando, (re) torcendo, entortando, curvando o corpo diante dos desafios de Ser Mulher”, ressaltando uma “força que nunca seca” e que está contida em cada uma que constrói na realidade desafiante do dia-a-dia as oportunidades de viver, de ser feliz, de continuar acreditando na vida.

A força de mulher tem um poder, escreve padre Jurandyr, que supera a submissão, a dominação institucional e relacional, o medo, a violência e ganha empoderamento na economia solidária, na vivência do ser mulher, na afirmação da identidade feminina, no amor despendido nas relações e na construção coletiva de “outro mundo possível”. 
Resistência da Mulher Negra 

Presença expressiva nas ações da Pastoral Afro-Brasileira, a Mulher Negra teve lugar especial na homenagem do coordenador nacional, que sublinha uma resistência histórica deste grupo. “Aqui, em nosso país, a história da população negra esteve submersa durante décadas e reconduzida ao seu espaço como forma de resistência e autoestima de seus descendentes através das lutas contemporâneas e da reafirmação da participação dos negros e das negras na construção desta nação e da luta pela eliminação do racismo, herança da escravidão”, lembra.

“A mesma garra que as Mulheres Negras tiveram para resistir no período da escravidão, se manteve quando lhe imputaram as mais duras formas para sobreviver”, continua, citando o processo de “coisificação” da população negra e escravizada e os estereótipos de ama de leite e mulata exportação, ambos ligados ao ato de servir. 

O coordenador encerra sua mensagem com o desejo de dar continuidade às ações sobre o lugar de Mulher Negra na sociedade. Um exemplo de atividade neste sentido foi o 3º Encontro das Mulheres da arquidiocese de Mariana (MG), provido no último final de semana, dias 4 e 5 de março. Cerca de 150 mulheres estiveram reunidas no Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Urucânia (MG), Região Pastoral Mariana Leste, para refletir sobre o empoderamento feminino. A luta contra a violência, o protagonismo da mulher negra e os direitos da mulher foram alguns dos pontos abordados durante o encontro.

Fonte: CNBB

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