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19 de fevereiro de 2017

Editorial: Papa Francisco 5.0

O próximo dia 13 de março marcará o início do 5º ano de pontificado de Francisco.

Naquela noite da eleição, algo novo já começava a incidir na velocidade da informação: centenas de milhares de smartphones registravam o momento histórico.

E os fotógrafos imortalizavam esse acontecimento singular em que a praça São Pedro clareava-se à luz das pequenas telas.

Era a primeira eleição de um Pontífice na era 2.0 da informação digital.

A tecnologia para as transmissões ao vivo a partir dos celulares ainda não estava disponível, porém a rapidez dos compartilhamentos tecia já uma rede de informações em tempo real.

Diferente do antigo modelo das grandes corporações, quem estava na praça talvez não fazia ideia, mas protagonizava um importante papel na difusão da notícia da eleição do novo Pontífice.

Perspectivas pessoais compartilhadas nas redes sociais alimentavam as “notícias da televisão”, enquanto o mundo aguardava para ouvir as primeiras palavras do neo Papa.

Bastou uma sentença: Francisco trazia em si um upgrade em harmonia com a velocidade da informação.

E não somente com a rapidez. O Papa argentino, sem estar familiarizado com um smartphone, sem um computador ou e-mail pessoal, imediatamente passou a transitar com desenvoltura nos ambientes digitais.

A reforma que o Papa determinou que fosse realizada nos meios de comunicação do Vaticano reitera essa visão de convergência comunicacional de Francisco.

O Papa está presente no Twitter e no Instagram: lugares virtuais em que compartilha sua experiência pastoral com milhões de pessoas reais.

Hoje, nas grandes empresas da Europa, fala-se muito em Indústria 4.0 e IoT (Internet of Things), em uma tradução literal para o português, "Internet das Coisas".

Tudo o que se constrói ou se atualiza hoje já é pensado para ser uma “coisa conectada”. Dos carros que saem das fábricas com novos sensores inteligentes – porém inúteis se offline – às facilidades públicas digitais que diminuem a burocracia e, por consequência, a corrupção sistemática.

Um mundo já conectado e, ainda assim, aberto a novas conexões. Diante desse panorama, em que é preciso desconstruir em vez de descartar, permitindo assim que a novidade se apresente livre de volatilidades, não se surpreenda se, de repente, você se deparar com um live do Papa em pessoa em alguma rede social. É o Papa Francinco.zero.

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