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30 de março de 2016

Santo Sábado de Aleluia ou Vigília Pascal



Com o soar da trombeta, os fieis saem da matriz, as luzes estavam todas apagadas. Do lado de fora Padre Francisco, abençoa a fogueira, recolhe brasas bentas e as coloca no turíbulo. A pedra representa Cristo, "a pedra angular" que, sob os golpes da cruz, jorrou sobre nós o Espírito Santo.

O fogo novo, representativo da Ressurreição de Nosso Senhor, luz Divina apagada por três dias, que há de aparecer ao pé do túmulo de Cristo e resplandecerá no Dia da Ressurreição. 

Deve ser novo este fogo, porque Nosso Senhor, simbolizado por ele, acaba de sair do túmulo. Essa cerimônia era conhecida nos primeiros séculos da cristandade. Tem sua origem no costume romano de iluminar a noite com muitas lâmpadas. Essas lâmpadas passam a ser símbolo do Senhor Ressuscitado, que surge de dentro da noite da morte.

Essa cerimônia era conhecida nos primeiros séculos da cristandade. Tem sua origem no costume romano de iluminar a noite com muitas lâmpadas. Essas lâmpadas passam a ser símbolo do Senhor Ressuscitado, que surge de dentro da noite da morte.

Após a cerimônia de preparação do Círio Pascal, é ele solenemente introduzido no templo pelo diácono que, por três vezes, ao longo do cortejo, canta elevando sucessivamente o tom: "Eis a luz de Cristo" (Lumen Christi). O coro responde: "Graças a Deus" (Deo Gratias). Em cada parada vão se acendendo as velas.

na segunda parada, feita no meio do corredor central, são acesas as velas dos clérigos; na terceira vez, por fim, se acendem as velas dos assistentes, que comunicam as chamas do Círio bento até toda a igreja estar iluminada.
As velas são acesas no Círio Pascal, pois nossa luz vem de Cristo. O diácono é mensageiro e arauto da boa nova: anuncia ao povo a Ressurreição de Cristo, como outrora o Anjo às santas mulheres.

Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai. 
Guardai-me ó Deus porque em vós me refugio!
Cantemos ao Senhor que fez brilhar a tua glória!
Eu vos exalto, ó Senhor por que vós me livrastes! 
Com alegria bebereis do manancial da salvação.


"Senhor, tens palavras de vida eterna" 

Nos primórdios da Igreja, aproximavam-se os catecúmenos para receberem o Batismo. A fim de ocupar a atenção dos fiéis e para a maior instrução dos catecúmenos, liam-se na tribuna passagens da Sagrada Escritura apropriados ao ato. 

Após a sétima leitura, são acessas as velas do Altar a partir do Círio Pascal, canta-se o Gloria, com acompanhamento de instrumentos musicais, sinos e uma grande queima de fogos, que ficaram calados durante todo o Tríduo sagrado. 

A Igreja, portanto, entra inteira na alegria pascal. Logo em seguida é feita a primeira leitura do Novo Testamento (Rm 6,3-11), que é sobre o Batismo.

Após o término das leituras, entoa o canto solene do "Aleluia", quebrando o clima de tristeza e contrição que acompanhava todo o tempo da Quaresma. Esse canto solene, repetido gradativamente três vezes em tom cada vez mais alto, representa a saída de Cristo da sepultura e expressa o crescente júbilo pela Vitória do Salvador.

A aspersão dos fiéis pelo celebrante, avançando através da igreja, com a água acabada de benzer, recorda a antiga cerimônia. Depois canta-se a Ladainha de Todos os Santos, recordando os que viveram com fidelidade a Graça Batismal. 

O final do Sábado Santo, com seus três aspectos do mesmo e único Mistério Pascal: Morte, Sepultamento e Ressurreição de Jesus, está no ápice do Tríduo Pascal. Primeiro está a Morte na Sexta-feira; depois Jesus no túmulo, no Sábado; e, em seguida, a Ressurreição, no Domingo, iniciada, porém, na noite de Sábado, por isso dito "Sábado de Aleluia", na Vigília Pascal.

A Missa do Sábado Santo é a primeira das duas cantadas na Páscoa. Esta Celebração ostenta o caráter de extremo júbilo e magnificência, em forte contraste com a mágoa intensa da Sexta-feira Santa. Vemos agora os Altares e os dignatários paramentados, em grande gala. Ecoam as notas alegres do Gloria, unidas ao eco dos sino e fogos, festivos! 

O Aleluia, não mais ouvido desde o início da Quaresma, ressurge após a Epístola. – Essa é, na realidade a Missa da madrugada da Páscoa. Nesta solenidade, além do batismo dos adultos(Catecúmeno), alguns cristãos receberam a Primeira Eucaristia, pela primeira vez, o ‘corpo e o sangue de Cristo’ na forma de pão e vinho.

E por fim a tão esperada Comunhão Pascal, na qual rendemos ação de graças à Nosso Senhor, por sua Gloriosa Ressurreição, na esperança de que possamos também nós ressurgir como Ele para a vida eterna.

Esta noite é "uma vigília em honra do Senhor" (Ex 12,42). Assim ouvindo a advertência de Nosso Senhor no Evangelho (Lc 12, 35), aguardamos o retorno do Cristo, tendo nas mãos velas acesas, para que ao voltar nos encontre vigilantes e nos faça sentar à sua Mesa.

"Eu Sou a Luz do mundo. Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a Luz da Vida" (Jo 8,12; Jo 9,5; 12,46). 

E lembramos que por vocação todo cristão é chamado a ser também luz, como Ele mesmo nos diz: "Vós sois a luz do mundo. Que, portanto, brilhe vossa luz diante dos homens, para que as pessoas vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está nos Céus!" (Mt 5,14.16).

Fonte: O fiel católico

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