Festival de Prêmios

"Nada te perturbe, nada te amedronte. Tudo passa, a paciência tudo alcança. A quem tem Deus nada falta. Só Deus basta!!!

Padre Juarez de Castro em Alto do Rodrigues

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vigília Pascal


A principal Celebração do Sábado de Aleluia (19/04)  é a Vigília Pascal, cerimônia onde os fieis esperam pela ressurreição de Cristo. 
Fieis portam velas que são acesas no Círio pascal. Com este gesto simbólico representa a "Luz de Cristo" se espalhando por todos, a escuridão é diminuída.
As 22:00h, na Matriz de Nossa Senhora do Rosário, o Celebrante Padre Marcelo Coutinho presidiu em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo, a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, onde a Igreja mantém-se à espera da vitória do Senhor sobre a morte.São cinco elementos que compõem a liturgia da Vigília Pascal:
  •  A Bênção do fogo novo e do Círio Pascal
  • A liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação;
    Primeira Leitura: Gn 1,1; 2,2 Deus viu tudo quanto havia feito e eis que tudo era muito bom.
 Salmo: 15,1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 15,1a) Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!
Segunda Leitura: Gn 22,1-18 O sacrifício de nosso pai Abraão.
Salmo: 103(104),Enviai o vosso Espírito Senhor, e da terra toda a face renovai.
Terceira Leitura: Ex 14,15-15,1 Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto.
Salmo: 15,1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 15,1a) Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!
Quarta Leitura: Is 54,5-14 Com misericórdia eterna, eu o teu Senhor, compadeci-me de ti.
Salmo: 29,2.4.5-6.11.12a.13b (R.2a) Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes! 
Quinta Leitura: Is 55,1-11 Vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno
Salmo: Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R. 3) Com alegria bebereis do manancial da salvação.
Sexta Leitura: Br 3,9-15.32-4,4 Marcha para o esplendor do Senhor.
Salmo: 18,8.9.10.11 (R.Jo 6,68c) Senhor, tens palavras de vida eterna.
Sétima Leitura: Ez 36,16-17a.18-28 Derramarei sobre vós uma água pura e dar-vos-ei um coração novo.
Salmo: 41,3.5bcd;42,3.4 (R. 41,2) A minh'alma tem sede de Deus.
Oitava Leitura: Rm 6,3-11 Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais.
Depois de concluir as leituras, é entoado solenemente o Glória a Deus nas alturas. Os sinos, sinetas e campainhas da igreja devem ser tocados. 
É a primeira vez que se entoa o "Glória" desde a Quarta-feira de Cinzas, com exceção da Quinta-feira Santa. (No pré-rito Vaticano II, as imagens, que foram cobertas, são revelados neste momento).
  • A renovação das promessas do Batismo com Celebração da Água, solenemente abençoada  a água da pia batismal, a aspersão e na ocasião Padre Marcelo Coutinho realizou vários batizados. 
       
  • Proclamação da Páscoa - a Igreja pede que as forças do céu exultem a vitória de Cristo sobre a morte.
  • A liturgia Eucarística - Durante a Eucaristia as recém-batizadas recebem a Sagrada Comunhão pela primeira vez.
"Cristo ressuscitou!", "Verdadeiramente Ele ressuscitou!" Aleluia, aleluia

Via Sacra


Na sexta-feira (18/04), em continuação a celebração da Paixão do Senhor, Padre Marcelo Coutinho, juntamente aos fiéis católicos da Matriz de Nossa Senhora do Rosário - Alto do Rodrigues/RN, saem em caminhada na tradicional via sacra  pelas ruas da cidade, relembrando os últimos momentos do Calvário de Jesus Cristo .

Na Via Sacra, os fieis em cada estação refletiu sobre a temática abordada pela Campanha da Fraternidade da Igreja Católica 2014 “Fraternidade e Tráfico Humano”.


“A verdade é que Ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria” (Isaías 53, 4)

Sexta-Feira Santa - Celebração da Paixão do Senhor

Na sexta-feira (18/04), foi realizado a celebração da Paixão do Senhor na Matriz de Nossa Senhora do Rosário - Alto do Rodrigues/RN. O pároco Padre Marcelo Coutinho, em um gesto de adoração e penitência,  deitou sobre o tapete para rezar, antes de dar início celebração da Sexta-feira da Paixão. 
Em todo o ano, existe somente um dia em que não se celebra a Santa Missa: a Sexta-Feira Santa. Ao invés da Missa temos uma celebração que se chama Funções da Sexta-feira da Paixão, que tem origem em uma tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos, especialmente depois da inauguração da Basílica do Santo Sepulcro e do reencontro da Santa Cruz por parte de Santa Helena (ano 335 d.C.).
Esta celebração é dividida em três partes: a primeira é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda é a adoração da Santa Cruz e a terceira é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. 
Memorial não é apenas relembrar ou fazer memória dos fatos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos. Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós

Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém nos descrevem, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. 
Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue
Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, temos nosso coração e nossa mente que ultrapassa aquele madeiro, ultrapassa o crucifixo, ultrapassa mesmo o local onde estamos, até encontrar-se com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. 
Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus, é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não pára ali, é beijar a face de Jesus. Por isso, não se adora o objeto. O objeto é um símbolo, ao reverênciá-lo mergulhamos em seu significado mais profundo, o fato que foi através da Cruz que fomos salvos.
Nós cristãos temos a consciência que Jesus não é apenas um personagem da história ou alguém enclausurado no passado acessível através da história somente. "Jesus está vivo!" Era o que gritava Pedro na manhã de Pentecostes e esse era o primeiro anúncio da Igreja. Jesus está vivo e atuante em nosso meio, a morte não O prendeu
A alegria de sabermos que, para além da dolorosa e pesada cruz colocada sobre os ombros de Jesus, arrastada por Ele em Jerusalém, na qual foi crucificado, que se torna o símbolo de sua presença e do amor de Deus, existe Vida, existe Ressurreição. Nossa vida pode se confundir com a cruz de Jesus em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e para além da dor, existe a salvação


Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio

http://noticias.cancaonova.com/significado-do-beijo-na-cruz-na-sexta-feira-santa/